sexta-feira, 26 de junho de 2015

Nossos clientes estão super satisfeitos e isto nos dá uma energia incrível

Estamos muito felizes com o andar dos nossos trabalhos aqui na Coach.Recife. Nossos clientes estão super satisfeitos e isto nos dá uma energia incrível, um combustível que turbina nosso próprio desempenho. Coaching combina com resultados rápidos. E é isto que nossos clientes experimentam e nos falam. Inventamos algo novo? Não. Apenas combinamos ensinamentos de múltiplas áreas como processos, design e coaching - e criamos a nossa forma de trabalhar, que excede as expectativas de nossos clientes e nos dá enorme satisfação e qualidade de vida. Obrigado pela confiança. Vamos em frente!


quarta-feira, 24 de junho de 2015

A articulação entre Design, BPM e Coaching

Ney Dantas
O texto que se segue foi escrito por Ney Dantas PhD, pesquisador de design na UFPE e coach na Coach.Recife.É fruto de um trabalho de pesquisa sendo realizado desde 2007 com a participação de Leonardo Gomes Castilho, pesquisador de design na UFPE e Helio Pereira, especialista em BPM e coach na Coach.Recife e Coach.Brasília. Refere-se a uma metodologia aplicada às oficinas e processos de coaching praticados por nossa equipe.

"Chegou o momento em que precisamos aprender a pensar além das máquinas. A gestão do conhecimento tem como ponto central o ser humano. Na nova economia as pessoas, as estruturas e clientes formam o capital intelectual, o modelo de gestão é democrático, valorizando a habilidade, a iniciativa e a criatividade. O capital intelectual é um forte aliado das empresas independentemente do seu tamanho, gerenciando fonte de recursos para o bom desenvolvimento.


 A metodologia do MÓDULO: #ESTUDANTE- SDK, por exemplo, vem sendo desenvolvida desde 2007 através da condução de disciplinas experimentais e oficinas na UFPE, UFPB, UFRN e CESAR-EDU, recentemente tem sido também aplicada para grupos heterogêneos, instituições públicas e empresas. 


Nesses eventos, o Design Pessoal Sistêmico é entendido e proposto como um processo dinâmico de construção de desafios e não de resolução de problemas. Um processo que é composto de diversos sub-processos que é capaz de agir como um objeto de pesquisa e teste de novas ideias, conceitos e formas inovadoras de pensar e agir. 
O conceito de Design Pessoal Sistêmico e a possibilidade de gerenciamento de seus processos e sub-processos surgiu a partir do conhecimento das ideias de pensamento vertical e horizontal de Edward Bono (Bono, 1990), do conceito de Business Process Management- BPM (Lee & Dale, B. 1998; Ould, M. 2005; Smith, 2003) e dos processos de coaching (Withmore, 2006).

Bono advoga a utilização complementar da racionalidade e da intuição para potencializar o pensamento criativo. O BPM trata da gestão de processos complexos que estão sempre em constante evolução e mudança. O Coaching é um processo sistemático, colaborativo, focado em soluções e orientado a resultados, no qual o coach facilita a evolução do desempenho, do bem-estar, da aprendizagem dirigida à própria pessoa e do desenvolvimento particular de indivíduos, grupos e organizações.
A articulação entre Design, BPM e Coaching foi particularmente importante pois nos abriu a possibilidade de alinhamento dos sub-processos inerentes ao Design Pessoal Sistêmico com objetivos estratégicos e necessidades de gerar ideias inovadoras de forma permanente. Neste contexto, a rigidez prescritiva das metodologias de Gestão e Design são rompidas e o processo de Design Pessoal Sistêmico deixa de ser uma etapa metodológica, para ser visto como um sistema onde não existe começo nem fim, onde todos os sub-processos ocorrem ao mesmo tempo.
Deste processo de união de três campos disciplinares surge o método Creation Process Management ®. O CPM passa a ser então uma abordagem estruturada e sistemática que visa analisar, melhorar, controlar e gerir o processo de Design Pessoal com o objetivo de aumentar o grau de inovação e a qualidade de vida das pessoas.
Os caminhos e as pesquisas em Inovação em Design e Coaching possuem pouco mais de 40 anos. A busca por tornar transparente e controlar o que os pesquisadores chamam de a “caixa preta da criação” torna-se cada dia mais importante em um mundo onde o excesso de informação restringe e por vezes corrompe o pensamento criativo e inovador. Neste contexto, a possibilidade do Design Pessoal constitui-se antes de tudo um desafio de liberdade ou pelo menos a possibilidade de “destravar” competências e habilidades que recebemos ao nascer e que são sufocadas e reprimidas ao longo de décadas de massificação e desrespeito às riquezas e especificidades individuais."

terça-feira, 2 de junho de 2015

Turbo-coaching for startups: "fuel for jet propulsion"

Segundo Steve Blank, "uma startup é uma organização formada para buscar um modelo de negócios repetível e escalável." Um modelo de negócios, explica, é como uma empresa cria, entrega e captura valor. Steve Blank é um acadêmico e empreendedor em série do Vale do Silício na Califórnia. Ele é conhecido pela metodologia "Customer Development", que lançou os fundamentos para o movimento Lean Startup (empresa iniciante enxuta), que capturou as mentes e corações de jovens empreendedores ao redor do mundo. 



Para descrever um modelo de negócios, Steve prefere diagramas a um plano de negócios (ele diz: "o investidor faz você escrever um plano mas nunca o lê"). Cita o canvas de Alexander Osterwalder como uma forma bem clara de descrever um modelo de negócios. 



Este diagrama propõe os principais elementos de uma empresa, que podem ser usados para fazer a gestão estratégica com revisões periódicas sobre o desempenho de cada item e aplicação de melhorias. É dividido em quatro grupos: infraestrutura, oferta, clientes e finanças. O grupo de infraestrutura é dividido em Atividades-chave, Recursos-chave e Rede de Parceiros. Dentro de Recursos-chave temos recursos que podem ser humanos, financeiros, físicos ou intelectuais. 

Ou seja, neste conceito, pessoas são um dos vários possíveis itens de um dos nove sub-grupos. Curioso colocar as pessoas como parte da infraestrutura, no mesmo balaio que dinheiro, móveis, computadores e geladeiras. Os humanos parecem reduzidos a um plano menos significativo do que de fato deveriam estar. 

Talvez seja por isso que este modelo, embora amplamente aceito como referência, pode não estar dando muito certo no nosso ecossistema pernambucano de startups.

Vou me permitir uma ousadia danada agora, propondo um novo diagrama de business canvas. Ajeitado para conviver com nossa cultura, valores e crenças de forma mais harmônica. Vamos acrescentar um bloco chamado Pessoas, que será o maior deles, pintado de vermelho e dará o foco necessário ao que é mais importante.


  • Quem são as pessoas da nossa empresa?
  • Quais os seus valores e talentos?
  • Que crenças limitantes existem que podem estar bloqueando inovação e criatividade?
  • Quais as competências que precisamos desenvolver para criar um time de alto desempenho e ter resultados extraordinários?
  • Quais as habilidades interpessoais essenciais ao sucesso das negociações e fidelização dos clientes?
  • Qual o alinhamento entre a missão da empresa e o propósito de cada um? 

Porque precisamos adaptar este modelo desta forma? Por que depois de levar muita cacetada importando teorias sociais (sim, administração de empresas é uma ciência social), metodologias e soluções anglo-saxônicas e tentado espreme-las para funcionar por aqui, aprendemos que o buraco é mais embaixo.

Veja só, enquanto disciplina, protocolo e colaboração são características culturais intrínsecas de alguns povos, por aqui é um pouco diferente. Temos que aprender alguns tipos de comportamentos e habilidades que não são tão naturais para nós, mas são indutivos à prosperidade. Enquanto continuamos a dar enfase em "hard skills" (conhecimentos profissionais, ferramentas e técnicas), deixamos de investir no desenvolvimento de "soft skills" (capacidades muito mais subjetivas que palpáveis, relacionadas à interação social, interpessoais). O que você acha? Você gostaria de ter uma pessoa no time que é um técnico brilhante e ao mesmo tempo é um chefe tóxico (toxic leader)? Ou prefere alguém com menos conhecimento de "bits and bytes" mas que seja agregador e contribua para que a equipe tenha mais produtividade e qualidade de vida? (lembrando aqui que qualidade de vida e retenção de talentos andam juntos).

Por outro lado, de acordo com a divisão de Pesquisa e Análise do jornal britânico The Economist, "Habilidades Interpessoais" é a segunda competência mais citada por executivos de vários países na lista das características mais desejadas em gestores e executivos. Vem logo depois de "Trabalho em Equipe" e é seguida por "Entusiasmo e Motivação". Note que as três competências mais buscadas estão na área comportamental. São mais importantes, de acordo com o estudo, que "pensamento crítico e analítico" e "resolução de problemas". É mais fácil aprender a programar em Java do que aprender a praticar empatia e escuta ativa no dia a dia.

Turbo-coaching for Startups é um programa de capacitação gerencial que foca no desenvolvimento de competências interpessoais. Alem disso, promove o aumento do nível de autoconhecimento, autoconfiança e autoestima. No início do programa medimos o nível de competência nessas habilidades essenciais e identificamos quais devem ser desenvolvidas para maximizar o valor entregue pela pessoa à empresa, enquanto cada um se capacita para usar as habilidades mais procuradas no mercado. Para toda a sua carreira.


As empresas são as pessoas. É delas que a prosperidade virá.

Agradeço a José Carlos Cavalcantiautor e professor de economia na UFPE, que me apresentou a Steve Blank e com quem tive o privilégio de trocar ideias sobre o futuro do setor de tecnologia da informação e comunicação em Pernambuco.



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